Bolívia  
A Bolívia foi um local onde se desenvolveram grandes civilizações indigenas, a mais importante das quais foi a civilização de Tiahuanaco. Tornou-se parte do império Inca no século XV. Quando os espanhóis chegaram no século XVI, a Bolívia, rica em depósitos de prata, foi incorporada ao vice-reino do Peru, e mais tarde ao de La Plata.

A luta pela independencia começou em 1809, mas permaneceu parte da Espanha até 1825, quando foi libertada por Simón Bolívar, a quem o país deve o seu nome. Após uma breve união com o Peru, a Bolívia tornou-se totalmente independente. Nos anos seguintes, a Bolívia perdeu parte do seu território devido a vendas e à guerra. Uma das mais importantes guerras foi a Guerra do Pacífico.
A Bolívia enfrenta problemas culturais e raciais, e sofreu ao longo dos anos inúmeras revoluções e golpes militares. Em 1980, a democracia foi restaurada após a destituíção de uma junta militar.

A constituição da Bolívia de 1967, revista em 1994, prevê um sistema equilibrado entre os poderes executivo, legislativo e judicial. O tradicionalmente forte executivo, no entanto, tende a deixar na sombra o Congresso, cujo papel está em geral limitado a debater e aprovar legislação originária do executivo. O ramo judicial, composto pelo Supremo Tribunal e por tribunais departamentais e inferiores, é há muito corroído por corrupção e ineficiência. Através de revisões na constituição feitas em 1994, e de leis subsequentes, o governo iniciou reformas que têm potencial para ser profundas nos sistema e processos judiciários.

Centro de La PazOs nove departamentos da Bolívia receberam maior autonomia pela lei de Descentralização Administrativa de 1995, embora os principais dirigentes departamentais continuem a ser nomeados pelo governo central. As cidades e vilas bolivianas são governadas pelo presidentes de câmara e conselhos diretamente eleitos.

Foram realizadas eleições municipais em 5 de Dezembro de 2004, que elegeram os conselhos para mandatos de 5 anos. A Lei de Participação Popular de Abril de 1994, que distribui uma porção significativa das receitas nacionais pelas autarquias, para seu uso discricionário, permitiu que comunidades anteriormente negligenciadas obtivessem grandes melhoramentos nas suas infraestruturas e serviços.

 




História

1530 - Conquista espanhola do Alto Peru. Índios quechuas e aimarás são escravizados para trabalharem nas minas de prata.

1824 - Exército boliviano, comandado por Sucre e Simón Bolívar derrota os espanhóis em Ayacucho.

1825 - Proclamação da Independência sob a liderança de Simón Bolívar e Antonio José Sucre. Bolívar torna-se o primeiro presidente da Bolívia, assim denominada em sua homenagem.

1879-1884 - Guerra do Pacífico. O país perde sua saída para o oceano.

1903 - Bolívia vende para o Brasil o atual estado do Acre, encerrando os conflitos entre os seringueiros brasileiros e bolivianos.

1932-1935 - Guerra do Chaco. Bolívia perde parte de seu território para o Paraguai.

1935-1951 - Período de governos militares.

1951 - Víctor Paz Estenssoro, eleito presidente é impedido, pelos militares, de assumir.

1952 - Revolta popular liderada por Paz Estenssoro restabelece o governo civil e realiza reformas.

1964 - Novo golpe militar. Assume René Barrientos.

1967 - Ernesto Che Guevara é capturado e executado pelo exército boliviano, apoiado pelos americanos.

1969 - Morre René Barrientos. O vice-presidente Siles Suazo assume, mas, é derrubado por um golpe comandado pelo General Alfredo Ovando Candia. Segue-se um novo período de instabilidade política.

1969-1970 - Governa o General Alfredo Ovando Candia.

1970-1971 - Governa o General Juan José Torres.

1971-1978 - Governa o General Hugo Bánzer Suárez.

1972 - Decretado estado de sítio.

1975 - Susenso estado de sítio.

1978 - Hérnan Siles Suazo é eleito presidente, mas impedido de assumir pelos militares. Assume Juan Pereda Asbun. Deposto 4 meses depois assume David Padilha Aranciba.

1979 - Em novas eleições, nenhum candidato consegue maioria absoluta. Congresso elege o Senador Walter Guevara Arze. Deposto 4 meses depois pelo Coronel Alberto Natush Busch, que renuncia logo depois. Lidia Gueiler é designada para governar.

1980 - Junta militar depõe Lidia Gueiler e designa Garcia Meza para a chefia do estado.

1981 - General Luis Garcia Meza é deposto acusado de envolvimento com o narcotráfico pelo Coronel Natush Busch e pelo General Lucio Añez Rivera. Assumem o governo, o general Celso Torrelio e posteriormente o general Guido Vildoso Calderón.

1982 - Militares entregam o poder ao presidente anteriormente eleito Siles Suazo.

1984 - Dívida externa: Bolívia decreta moratória.

1985 - Paz Estenssoro é eleito e decreta um rigoroso pacote econômico.

1989 - Falta de maioria absoluta das eleições presidenciais. Jaime Paz Zamora, 3º colocado é escolhido pelo Congresso.

1993 - Gonzalo Sánchez de Lozada é eleito presidente. O ditador Garcia Meza é condenado a 30 anos de prisão.

1996 - Brasil e Bolívia assinam acordo para a construção de um gasoduto para levar o gás boliviano de Santa Cruz de la Sierra até Porto Alegre.

 

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